terça-feira, 23 de julho de 2019

MARÇO A JULHO DE 2019 | GRUPO DE ESTUDOS SOBRE O ENSINO DE LITERATURA

Março de 2019: Pibidianos do Turno Manhã, após discussão sobre o estudo do Ensino de Literatura
A partir do Projeto Institucional do PIBID (IFCE), Subprojeto Letras Campus Tianguá, os pibidianos e o coordenador de área, o prof. Dr. Lauro Inácio de Moura Filho, deram início as atividades do "Grupo de Estudo de Ensino de Literatura". Os encontros semanais foram realizados no próprio campus, entre os meses de março e julho de 2019, com o objetivo de dar novas perspectivas relacionadas ao ensino de literatura para os graduandos participantes do projeto. 

A fim de ultrapassar as barreiras do método historiográfico, tradicionalmente utilizado nas instituições educacionais para o ensino da literatura, o grupo de estudo começou suas atividades com a leitura e análise do capítulo cinco, intitulado como A Periodização Literária, do livro Teoria da Literatura, de Vitor Manuel de Aguiar e Silva, o que deixou muito claro ao fim da análise que:

a periodização fundada na divisão puramente numérica de século se revela desprovida de rigor crítico: o século é uma unidade estritamente cronológica, cujo início e cujo o término não provocam automaticamente a eclosão ou o desaparecimento de códigos literários (SILVA, 2000, p. 421).

Julho de 2019: Pibidianos reunidos após discussão sobre autores escolhidos a serem analisado dentro do Grupo de Estudo sobre Literatura
O segundo passo da pesquisa dos pibidianos se resumiu na busca por livros didáticos de língua portuguesa, no Ensino Fundamental e Médio, de diferentes editoras, anos e autores, tarefa que procurou analisar qual o método utilizado pelos autores para o estudo da Literatura. O que teve como resultado uma ainda pertinente preferência pela historiografia literária independentemente das particularidades de cada livro. 

Em seguida, os discentes foram orientados a escolher um autor da literatura e pesquisar sobre ele, o que desencadeou vários encontros referentes a esse assunto, pois mesmo que um autor estivesse cronologicamente inserido em uma escola literária, as exposições feitas por cada discente durante os encontros mostravam que a historiografia não conseguiu impor completamente seus condicionamentos de características as obras produzidas em cada século. 

Ao final das discussões, cada discente teve como tarefa de encerramento das atividades do grupo de estudo a produção de um trabalho científico referente a tudo que tinha sido discutido e analisado até então, o que tanto somou no fortalecimento intelectual dos discentes quantos na produção de trabalhos acadêmicos. Assim, o "Grupo de Estudo de Ensino de Literatura", muito além de cumprir uma das atividades previstas no cronograma do subprojeto de Letras, também conseguiu apresentar uma maneira mais eficaz e interessante de se estudar e ensinar literatura.

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